Os problemas de saúde mental são uma questão importante de saúde pública e na vida profissional. O estresse relacionado ao trabalho é muito prevalente entre trabalhadores jovens. Estudos apontam que um em cada três empregados europeus se sente estressado durante os dias de trabalho.

Com o passar do tempo, o estresse recorrente pode levar a transtornos mentais mais graves, aumento do uso dos serviços de saúde e faltas ao trabalho. As empresas têm percebido o impacto do adoecimento mental entre os seus empregados. Ações preventivas e de fortalecimento da rede de apoio social e nos ambientes corporativos são estratégias necessárias e podem trazer resultados positivos, tanto individual como coletivamente.

Estudo que utilizou uma base de dados de 62 mil trabalhadores da Finlândia que utilizaram o seguro social por licenças médicas por adoecimento mental procurou verificar se a presença de um psicólogo oferecido pelo empregador modificava o número de dias perdidos no trabalho. Os resultados demonstraram que as empresas que não ofereciam consultas com um psicólogo tinham média de 20 dias perdidos por empregado afastado por doença mental. Já nas empresas que ofereciam, a média de dias perdidos diminuía para 11.

No Brasil, a contratação de profissional de psicologia não é exigida para a composição dos Serviços Especializados em Engenharia e em Medicina do Trabalho (SESMT). Diversas empresas já se organizam para oferecer ações para a preservação da saúde mental dos seus empregados. Incluir o profissional de psicologia nesse contexto pode ser útil para reduzir as ausências no trabalho por doença mental, além de proporcionar ambientes de trabalho mais saudáveis.

Lahti J et al. Seeing an occupational health psychologist reduces sickness absence due to mental disorders: A quasi-experimental study. Prev Med. 2021 Aug;149:106611